O Vitória registrou, em 2025, o maior faturamento de sua história, ao atingir receita bruta de R$ 259,9 milhões, resultado que representa crescimento de 35,4% em comparação ao ano anterior. Os números incluem receitas recorrentes e extraordinárias, como direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e negociações de atletas.
As contas da gestão do presidente Fábio Mota foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo, que contou com a presença de 91 dos 150 conselheiros eleitos. Do total, 74 votaram pela aprovação, cinco pela aprovação com ressalvas e 12 optaram pela reprovação.
No futebol, principal motor financeiro, o clube arrecadou R$ 200,2 milhões em receita bruta. Já a receita líquida, após deduções, chegou a R$ 184,4 milhões. As vendas de jogadores renderam R$ 52,2 milhões, com destaque para as transferências de Wagner Leonardo, negociado com o Grêmio por R$ 26 milhões, e Alisson Santos, vendido ao Sporting, de Portugal, por R$ 13 milhões. O Vitória ainda pode lucrar mais com o atleta em futuras negociações.
Os direitos de transmissão tiveram papel decisivo no avanço financeiro, com salto de R$ 84,2 milhões para R$ 114,5 milhões. O desempenho esportivo contribuiu diretamente, com a permanência na Série A pelo terceiro ano seguido e a participação na fase de grupos da Copa Sul-Americana. O clube também arrecadou R$ 38,1 milhões em patrocínios, R$ 36,5 milhões com o programa Sou Mais Vitória e R$ 9 milhões com bilheteria.
O balanço financeiro ainda aponta receita líquida total de R$ 244,1 milhões, despesas operacionais do futebol de R$ 233,1 milhões e gastos com o clube social e esportes olímpicos de R$ 15,1 milhões, além de amortizações e depreciações que somaram R$ 12,1 milhões ao longo do ano.
Apesar do faturamento recorde e do crescimento significativo das receitas, o Vitória encerrou o exercício de 2025 com déficit de R$ 25,4 milhões.


